domingo, 10 de maio de 2009

EUROPEIAS

Já repararam que só faltam 28 dias para termos eleições? Estou convencido que no dia 7 de Junho começará uma grande mudança e não é esta discussão pateta e fora de tempo sobre o "bloco central" que o evitará.

Frase da campanha

A frase da campanha das europeias (por Elisa Ferreira, via JN), sem comentários:

"Pintaram os bairros, mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS"

sábado, 9 de maio de 2009

As minhas canções II

Celtic Woman (Scarborough fair)

As minhas canções

Já há algum tempo que não partilho as minhas músicas preferidas.
Aqui fica mais uma ( Both Sides Now pela Joni Michell, ao vivo):

quinta-feira, 7 de maio de 2009

PÚBLICO (de interesse público)

Por ser de interesse público óbvio, aconselho uma visita à página 11 da edição de hoje do jornal Público.

Polícias reduzidos a mão de obra (barata, ainda por cima)

Ontem um comandante da Polícia de seu nome Magina garantia na televisão, em farda de gala, que "a nossa mão de obra é de grande qualidade", ao pretender atestar da competência do seu pessoal.
É o que dá o sapateiro subir além da chinela, ou dar cursos de "gestão" a martelo a quem só deveria saber de tácticas policiais.
Mais grave ainda, parece que ninguém dá conta destas alarvidades (a começar pela dita mão de obra).


QUESTÃO DE CONFIANÇA

Nas últimas duas ou três semanas fartámo-nos de ouvir os mais altos responsáveis da Saúde a descansar os portugueses sobre a suposta "pandemia" da gripe que mudou de nome, porque o país estava suficientemente abastecido de TAMIFLU  guardado em cofres metálicos em local secreto e que custou 25 milhões de euros aquando da gripe das aves. Achei a conversa um pouco estranha e mais desconfiado fiquei quando li na TIME da semana passada que o Tamiflu não serivria praticamente para nada nesta crise, como aqui dei conta.
Hoje vi na RTP o apresentador das notícias dizer que está a ser estudada a eficácia do Tamiflu para este vírus. Afinal em que ficamos? Quem anda a mentir? Entretanto a Roche parece que beneficiou um bocado com esta "pandemia".
Caso para dizer que não acredito em bruxas, mas que as há, há.


A lousy economy, glum voters

A conversa toda que para aí vai sobre o "bloco central" deve ter muito a ver com este gráfico que faz parte do artigo sobre Portugal da Economist desta semana . Com o que se diz no artigo e com as previsões da Comissão Europeia surgidas esta semana sobre a saída da crise. Como era de esperar, a saída da crise em Portugal vai ser mais lenta e fraca do que nos outros países da União. Pelo que se percebe, vão ser necessários cortes radicais nas despesas do Estado ou aumentos de impostos (ou ambas as coisas). Como é evidente, ninguém quer assumir que vai fazer isto, principalmente depois dos últimos anos em que todo o país teve que se sacrificar para reduzir o défice, vê-se agora que para nada.

terça-feira, 5 de maio de 2009

CONSPIRAÇÕES POLÍTICAS

Se a moda pega...
O primeiro ministro italiano Sílvio Berlusconi acusa a mulher de participar numa conspiração política contra ele, ao pedir o divórcio. Há políticos que vêem conspirações por toda a parte, quando a vida lhes começa a correr mal. Claro que à italiana é muito mais interessante, porque há sempre mulheres lindíssimas (de preferência morenas de olhos verdes) ao barulho.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

QUE ENERGIA PARA O FUTURO? (1)



Em Abu Dhabi, encontra-se actualmente em construção aquela que será a primeira cidade do mundo “carbono zero/ lixo zero”: Masdar (visitar em www.masdaruae.com).

De acordo com a revista Fortune, a nova cidade de Masdar só estará pronta em 2016, mas é digna de ser conhecida desde já. A cidade soma todas as boas práticas energéticas e ambientais conhecidas, acabando por ser, portanto, um autêntico laboratório urbano.

Embora o financiamento da sua construção tenha por base a exploração do petróleo, os responsáveis pelo desenvolvimento do projecto de Masdar assumem que o petróleo é um recurso do século que ficou para trás, sendo sua intenção investir no século XXI. A ideia é que Abu Dhabi pode ser um parceiro energético, bem para além de exportador de petróleo.

Masdar está projectada para 50.000 habitantes, contando ainda com um afluxo diário de mais 40.000 pessoas.

O “master plan” da cidade é da autoria do gabinete londrino “Foster & Partners”, do bem conhecido Arquitecto Norman Foster.

Através da optimização do planeamento urbano e das edificações, a cidade de Masdar gastará menos 75% de electricidade e menos 60% de água do que o habitual.

Como a cidade está a ser construída no deserto, as condições ambientais locais são ainda mais adversas do que em muitos outros sítios, sendo necessário garantir um arrefecimento de 20º C relativamente ao ambiente exterior.

No entanto, os gastos energéticos foram pensados de forma sustentável, a um nível local. Assim, 52% da energia será solar fotovoltaica; 26%, térmica solar, através de grandes quintas solares; 14%, através de colectores solares nos edifícios; 7% terá origem na incineração de lixo e, finalmente, 1% terá como fonte o vento.

Os edifícios administrativos da cidade, que começarão a funcionar em 2010, produzirão pelo menos mais 3% de energia do que aquela que consumirão. Nos seus terraços, cobertos por grandes canópias em vidro com células solares geradoras de electricidade, existirão jardins irrigados através das águas sanitárias já utilizadas, ajudando ao arrefecimento do ambiente e à absorção de dióxido de carbono. Apesar de a cidade se encontrar no deserto, os edifícios não terão sistemas de arrefecimento e circulação mecânica de ar, sendo essa função garantida através de técnicas arquitectónicas.

Em Masdar não haverá circulação automóvel. Nas entradas da cidade existirão grandes silos cilíndricos de estacionamento de automóveis. Quem se deslocar no interior da cidade terá à sua disposição um completo sistema de transportes de dois tipos: um sistema colectivo ferroviário ligeiro subterrâneo ou a utilização de um dos 3.000 veículos de transporte pessoal rápido para um máximo de 6 passageiros, que usam bateria reciclável de lítio/cádmio. O sistema está preparado para que nenhum utente tenha que andar a pé mais de 150 metros até atingir uma das 83 estações da cidade.

Chegados a este ponto, o estimado leitor perguntar-se-á se estou a inventar ou a escrever uma crónica de ficção científica. A realidade é que tudo o que acima fica escrito é verdade. A cidade de Masdar está mesmo a ser construída em Abu Dhabi. E a distribuição da produção de energia para o seu funcionamento parece ser mesmo o milagre de eficiência que acima descrevo. Voltarei a este tema, porque é essencial para nós e para o nosso futuro.


Publicado no Diário de Coimbra em 4 de Maio de 2009