segunda-feira, 9 de março de 2026

OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?

 

Está ainda por descobrir qual o motivo concreto que levou Trump a decidir atacar o Irão neste momento, acompanhado por Israel. Quanto a Benjamin Netanyahu, não há qualquer dúvida sobre o fim que almeja com esta guerra: o regime clerical iraniano assume desde a sua fundação que o seu objectivo principal é acabar com o “inimigo sionista”, nem o nome Israel é sequer pronunciado pelos clérigos xiitas.

Já os EUA vão indicando diversas justificações para esta guerra, desde impedir o Irão de se tornar uma potência nuclear, acabar com um regime que assassina dezenas de milhares de cidadãos, tirar os clérigos do poder, acabar com o poder que alimenta de diversas formas redes terroristas, etc. Podemos ainda imaginar uma sede de vingança pelo que aconteceu no início do regime iraniano com dezenas de americanos mortos, desde a embaixada em Teerão em 1979/80 à explosão da embaixada em Beirute em 1983.

De notar que Trump nunca referiu a substituição do regime iraniano por uma democracia como fim a atingir, até porque da sua proposta eleitoral MAGA constava o fim da velha atitude americana de tentar impor democracias onde não as havia, porque tal correu sempre mal.

A República Islâmica do Irão substituiu a Monarquia do Xá Mohammad Reza Pahlavi, com o regresso do exílio do Aiatolá Khomeini que iniciou a Revolução Islâmica em 1979 e se tornou o primeiro Líder Supremo do país. O regime terminado em 1979 era uma monarquia absoluta ao velho estilo europeu antes da Revolução Francesa: aliava uma modernização forçada social e de costumes à velha falta de democracia e existência de repressão violenta com polícia secreta. O sonho popular de terminar com o absolutismo levou a receber Khomeini em festa tendo, no entanto, o regime sido tomado pelo poder clerical, tornando-se ainda pior do que o anterior que, se era antiquado, levou o Irão para um regime perfeitamente medieval como, por exemplo, no que respeita aos direitos das mulheres. É um facto que o Irão tem enriquecido urânio a níveis que só interessam para armamento nuclear, pelo que o seu objectivo é mesmo fabricar bombas atómicas. Por outro lado, o Irão tem constituído “proxis” ou grupos terroristas como o Hamas, o Hezbollah ou os Hutis iemenitas.

Mas os fins justificam os meios? Ainda que usando de algum cinismo, poder-se á dizer que sim, desde que quem os utilize seja o vencedor. Olhando para a História é exactamente isso que se verifica. Nem será preciso ir muito longe nessa busca. Em 1939 Churchill enfrentou imensos líderes no seu próprio país e na Europa que defendiam uma posição pacifista face à ameaça de Hitler. Mas acabou a prometer aos britânicos “sangue, suro e lágrimas” e foi isso mesmo que lhes deu. Mas venceu. E com ele a Liberdade. Já no Vietnam os americanos perderam a guerra e os meios brutais que utilizaram não serviram para nada, além de mais de 50.000 mortos. E, entre nós, os fins utilizados pelo antigo regime nas guerras em África, em vez de negociação, foram justificados? Não deve haver hoje ninguém que o defenda.

Não há dúvida de que o fim do regime iraniano, desde que substituído por um que respeite os direitos humanos e tenha uma relação sóbria com o resto do mundo merece ser alcançado. Mas será que isso é garantido com os meios que vemos?

Publicado originalmente no Diário de Coimbra em 9 de Março 2026 

GUERRA NA UCRÂNIA OU AO NOSSO MODO DE VIDA

Escrevo esta crónica no dia em que passam quatro anos sobre a invasão russa à Ucrânia iniciada em 24 de Fevereiro de 2022, que se seguiu à ocupação militar da Crimeia em 2014 e consequente integração da península na Federação russa.

Se há algo que caracteriza a clique dirigida por Putin que lembro, é um antigo oficial do KGB, é um ódio profundo a tudo o que o Ocidente representa, designadamente o liberalismo económico e em geral as liberdades individuais que representam toda uma Cultura que respeita os direitos humanos. A que acresce um desprezo profundo por aquilo a que chamam a “velha ordem internacional” incluindo tratados assinados e leis da guerra. Putin adoraria poder levar para as relações internacionais a sua prática interna que leva os críticos a saltar dos 13ºs andares ou a morrer envenenados como aconteceu com Alexei Navalny.

Para uma ditadura como a dirigida por Putin e a coorte plutocrata completamente dependente das suas ordens, a revolta popular ucraniana contra a vitória do candidato pró-russo Viktor Yanukovych constituía um susto enorme, pela possibilidade de alastrar ao próprio povo russo. Por outro lado, a manifesta vontade da Ucrânia em se virar para a Europa Ocidental abandonando o velho “abraço russo” constituía outra manifesta “traição” à histórica hegemonia russa traduzida pelo velho Império e pela ex-URSS.

Daí a invadir a Ucrânia em larga escala foi um passo de que, passados quatro anos de guerra, Putin deverá estar amargamente arrependido, mas nunca reconhecerá tal sentimento, porque isso ditaria o seu próprio fim. De uma forma inesperada, aquilo que os russos sonharam que seria uma vitória a alcançar em três dias com a conquista da capital ucraniana tornou-se um pesadelo para as suas tropas. O comboio de tanques que se dirigia para Kyiv foi completamente desbaratado e as conquistas territoriais alcançadas nos primeiros dias foram, em grande parte, reconquistadas pelos soldados ucranianos. Desde então a guerra evoluiu inesperadamente para uma guerra de trincheiras que faz lembrar a selvática luta corpo a corpo da I Guerra Mundial.

As baixas de um lado e outro são terríveis, mas os ucranianos estão a lutar pela soberania do seu país, ao contrário dos russos que obedecem a ordens completamente irresponsáveis de Moscovo. Se há alguém que nesta guerra está mais perto da derrota é a Rússia, assim o Ocidente não abandone os ucranianos. Segundo o Economist as baixas russas andam entre 1,1 e 1,4 milhões dos quais mais de 300.000 são mortos. Só para comparação, no Vietname morreram 58.000 americanos e as consequências sociais foram as que se conhecem. Isto é, o maior problema de Putin, na actualidade, será manter o próprio povo russo sem se revoltar em larga escala. Acresce que as sanções internacionais estão finalmente a obter resultados na economia russa: das 554 ton. de ouro detidas pela Rússia em 2022, restam apenas 160 e o défice orçamental oficial em 2025 foi de 72 mil milhões de dólares.

A Ucrânia está a sofrer bombardeamentos massivos das suas cidades todas as noites porque, na frente de batalha, os russos estão a morrer às dezenas de milhares por mês. Perante a actual liderança americana, chegou a altura da Europa democrática se unir e apoiar a Ucrânia com todas as suas forças, porque representa hoje a frente de batalha contra a tirania e a opressão que há 90 anos era representada pelas forças fascistas e nazis.

Publicado originalmente no Diário de Coimbra em  2 de Março de 2026

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

George Gershwin e o mundo no seu tempo

 Há cem anos a Europa tentava recuperar dos destroços da I Grande Guerra e da pandemia da gripe espanhola que provocou ainda mais mortos que aquela. O fim dos velhos impérios e as condições draconianas impostas à Alemanha, bem como o desenvolvimento de novas ideologias políticas tinham criado as condições para uma alteração radical da velha civilização europeia. O surgimento dos fascismos em Itália e na Alemanha preparava a hecatombe que surgiria pouco depois. Na Rússia soviética, a morte de Lenine e a subida ao poder de Estaline mostrava uma nova e violenta face do exercício do poder pelos comunistas que se tornaria uma verdadeira imagem de marca. Mesmo entre nós, a frágil Democracia republicana encontrava o seu fim nas baionetas de um novo golpe militar iniciado em Braga, desta vez vitorioso, e que abriu as portas a uma ditadura que duraria 48 anos.

Na América, o fim dos impérios europeus com o inerente início do fim da colonização africana propiciou condições para um crescimento económico nunca visto. Os EUA eram agora a maior potência mundial e iriam aproveitar essa oportunidade. Baseados numa liberdade individual garantida constitucionalmente com um Estado apenas minimamente intervencionista, os EUA tornaram-se na “terra da oportunidade”. Assim atraíram milhões de imigrantes de todo o mundo, incluindo da Europa.

Acompanhando a pujança económica, Nova York tornou-se numa capital da cultura, fervilhando de actividade artística de que a Música, nas suas diversas formas, era das mais relevantes. Numerosos compositores de música dita erudita surgiram e afirmaram-se a nível global, de que se destacaram Aaron Copland ou Charles Ives. Mas um desses compositores, George Gershwin, destacou-se muito cedo, quer pela qualidade das suas composições, quer pela capacidade de integrar de forma feliz diversos géneros musicais, desde música popular, a jazz e música dita clássica. Uma das suas composições mais famosas, Rhapsody in Blue, é disso um exemplo paradigmático. Tendo recebido uma encomenda para uma nova obra, Gershwin atrasou-se e estava muito perto do fim do contrato quando, numa viagem de comboio para Boston, começou a reparar no ritmo metálico das rodas nos carris. E foi assim que o ruído de um comboio serviu de inspiração para o ritmo de uma obra cujas notas iniciais são imediatamente reconhecíveis em todo o mundo. A sua ópera “Porgy and Bess” inclui a ária “Summertime” imediatamente reconhecível como qualquer ária de Verdi, seja interpretada por Loulie Jean Norman ou por Ella Fitzgerald. A apresentação do seu conhecido poema sinfónico jazzístico “An American in Paris” chegou a incluir buzinas de automóvel juntamente com orquestra sinfónica e inspirou-se na sua estada em Paris quando estudou piano. Curiosamente, apesar das diferenças das suas músicas, Gershwin e o grande Stravinsky admiravam-se mutuamente e não faziam segredo disso.

Apesar de ter morrido muito novo em 1937, com apenas 38 anos, a extensão e qualidade da sua obra musical colocam-no no panteão dos grandes compositores do sec.XX e é sempre com renovado prazer que se ouvem as suas obras.

Publicado originalmente no Diário de Coimbra em 23 Fevereiro 2026 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Povo que sofre e se supera

 A Natureza tem esta característica difícil de aceitar: por mais que o Homem a tente humanizar, há sempre momentos em que se torna demasiado difícil, ou mesmo impossível, domá-la completamente. Sendo a minha formação de Engenharia, sei perfeitamente que toda a intervenção humana se baseia em probabilidades, não sendo possível garantir uma segurança absoluta contra as forças da Natureza. Tenho sempre presente a explicação dada pelo Físico Richard Feynman para a tragédia do vai-vem espacial Challenger em 1986: tão simples como anéis “o-ring” terem perdido a elasticidade com a temperatura ambiente muito baixa verificada na noite anterior ao lançamento. Isto é, mesmo nas tecnologias mais avançadas do mundo a Natureza encontra frechas por onde entra de forma subtil, mas decisiva.

De facto, ouvindo e vendo os jornalistas nestes dias de tragédias provocadas por condições meteorológicas extremas nunca sentidas entre nós, parece que a principal preocupação é encontrar responsáveis directos pela situação. Contudo, ventos de mais de 200 Km/h ou tempestades seguidas durante várias semanas são situações a que o país não estava habituado. As infra-estruturas não foram, em grande parte, calculadas para estas situações extremas e as consequências são as estamos a ver. Claro que a ocupação do território tem sido feita de forma inconsciente, não respeitando a existência de arribas, os leitos de cheia, etc. O abandono dos campos e da agricultura de proximidade ajuda às consequências de incêndios gigantescos no Verão e de inundações no Inverno. A ideologia meteu-se também nos interstícios de discussões que deveriam ser sobretudo técnicas e até mesmo barragens que deveriam estar em funcionamento para ajudar a suster as águas não estão lá.

A realidade da Natureza a reivindicar muito do que o homem lhe tem subtraído é um facto não só entre nós, mas em todo o mundo. A deriva do nosso velho companheiro, o Anticiclone dos Açores abriu a porta aos “rios de tempestades”, mas as consequências vão muito para além de Portugal, sentindo-se em boa parte da Europa. E a “viagem” do Anticiclone dos Açores também tem causas, ligadas às alterações das correntes profundas do Atlântico que têm a ver com o degelo do Ártico.

Quando os jornalistas tentam encontrar responsáveis por problemas locais relacionados com a actividade humana e da governação, seja local ou nacional, cumprem o seu necessário papel de escrutínio, só possível em Democracia. Mas, das reportagens e da aflição que sentimos junto das populações martirizadas com terras e casas ardidas ou sem electricidade ou com água a ocupar caves e pisos térreos, acaba por surgir algo de muito positivo. Os portugueses têm uma capacidade extraordinária de resistência perante as dificuldades, mesmo as mais extremas. A seguir à aflição dos primeiros momentos, surge uma capacidade de reacção notável, a que se junta uma enorme onda de solidariedade nacional. Solidariedade essa, tantas vezes anónima, que mitiga o sofrimento e mostra até que ponto ódios e diferenças artificiais cedem perante a Bondade e a Esperança em que dias melhores virão.

Publicado originalmente no Diário de Coimbra em 16 Fevereiro 2026 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PLANEAR E GERIR é necessário

 As situações limite constituem oportunidades para testar sistemas instalados e, depois de ultrapassadas, proceder a uma avaliação do sucedido. É fácil responsabilizar pelas alterações climáticas a actual situação que se verifica em largas zonas do país depois da tempestades Kristin e Leonardo, mas assim se retira a carga que deveria cair sobre quem tem a responsabilidade de planear o ordenamento do território.

Por sorte nossa, no que a Coimbra respeita, a tempestade Kistin desviou-se relativamente ao previsto e não fomos vítimas ao nível do sucedido na região de Leiria. Mas as chuvas intensas e permanentes que temos sofrido fizeram recordar as cheias anteriores, em particular as de 2001 e 2016, causando ansiedade e fazendo regressar as preocupações com as consequências das inundações.

É também o momento para colocar questões que continuam sem resposta há dezenas de anos. É certo e sabido que, depois da tragédia, tudo se esquece e parte-se para novas questões “urgentes” que passam a ocupar o espaço mediático. Infelizmente, os eventuais relatórios sobre o que se passou irão para o fundo das gavetas, sem que aproveitem ao futuro.

Nos anos 60 do sec. passado foi elaborado e aprovado o Plano de Aproveitamento do Mondego” que foi concretizado, durante as duas décadas seguintes, embora não totalmente. Acresce a existência da “Estratégia Nacional para a Gestão da Água”, plano essencial para uma eficiente gestão de um recurso essencial. Relativamente à bacia do Mondego, está prevista a construção da barragem de Girabolhos acompanhada da central da Bogueira. Este conjunto é essencial para uma gestão eficiente das águas do Mondego. A construção desta barragem foi iniciada mas, em 2016, foi parada pelo Governo de então. Como consequência das tempestades deste Inverno, o actual Governo anunciou novo concurso para a construção deste empreendimento que, desta vez e com atraso de tantos anos, se espera que finalmente venha a ser completamente executado.

Fica à vista de todos o problema do planeamento territorial em Portugal de que parece só se tomar consciência colectiva quando surgem as consequências sofridas por tanta gente.

Mas temos ainda outra questão grave, que é a da gestão do território. E não precisamos de sair da bacia do Mondego para o provar. De facto, embora incompleto, o plano velho de 60 anos de “Aproveitamento Hidráulico do Mondego” é uma obra notável a nível nacional e de uma importância crucial para a bacia do Mondego. Mas nunca foi criada uma entidade que pudesse fazer a sua gestão global, compatibilizando os vários interesses, tantas vezes conflituantes. É necessário gerir as várias barragens existentes, em função da produção de energia eléctrica, incluindo igualmente as descargas, segurança e operação hidráulica; mas também desenvolver e manter o sistema de regadio do Baixo Mondego e promover o desenvolvimento agrícola e territorial, entre outras funções de relevo.

Nem é preciso inventar. De facto, todas estas competências são as da EDIA que gere o empreendimento do Alqueva com os resultados que se conhecem.

Publicado originalmente no Diário de Coimbra em 9 Fevereiro 2026 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

DE APOLLO A ARTEMIS

 

O deus grego Apolo era filho de Zeus, o deus mais poderoso de todo o panteão grego. Depois de Zeus, Apolo era o deus mais venerado, sendo a divindade do sol, da juventude, da música e da poesia, entre outros.

Apollo foi o nome dado, nos anos 60, ao programa da NASA que cumpriria o desejo formulado por John F. Kennedy de levar um americano a por o pé na Lua e trazê-lo de volta em segurança antes que aquela década terminasse. Kennedy já não o veria, mas foi realmente em 21 de Julho de 1969 que o comandante da Apollo XI desceu do módulo lunar Eagle para pisar o solo lunar. Lembro-me como se tivesse sido ontem, embora já tenham passado 57 anos sobre esse acontecimento extraordinário. Era um adolescente, mas fiquei acordado a ver a televisão até que a transmissão directa da Lua, quase às três da manhã, surgiu e fui chamar a família para assistir também. O programa Apollo não se fez sem dor, nem sacrifício. Em 1967, num treino em terra, morreram três astronautas num incêndio na nave Apollo I. A Apollo XIII lançada em Abril de 1970 e que deveria ser a terceira a pousar na Lua sofreu uma avaria grave e todo o mundo seguiu em directo a viagem até à Lua e regresso em segurança no limite, após usar a gravidade lunar como catapulta para a Terra. O programa Apollo levou 12 astronautas a pisar a Lua em seis alunagens bem sucedidas. A última foi a Apollo XVII em 1972, pelo que o Homem já não visita o nosso satélite natural há 54 anos.

Apollo tinha uma irmã gémea, Ártemis, a deusa da Lua, da caça e dos animais selvagens. Faz assim todo o sentido que, neste século XXI, a NASA tenha adoptado o seu nome para um novo programa para levar de novo o homem à Lua. O programa Artemis tem três fases. A primeira, denominada Artemis I, consistiu no envio à Lua, em Novembro de 2022, da nave não tripulada Orion e regresso em segurança à Terra. Esta operação testou o funcionamento de todo o equipamento desenvolvido pela NASA para levar de novo o homem à Lua e trazê-lo em segurança. Na segunda fase, a Artemis II levará uma tripulação de quatro pessoas até à Lua, passando por trás do planeta e regressando à Terra. Sendo tripulada, proporcionará um teste definitivo às condições necessárias para a vida humana numa viagem fora da órbita terrestre. Já a Artemis III completará o programa. Levará a tripulação à Lua, descendo no satélite pela primeira vez desde 1972. Mas esta viagem será completamente diferente do programa Apollo. Deverá proporcionar as condições para que o Homem possa viver na Lua de forma sustentada durante períodos prolongados, preparando as condições para uma presença humana permanente na Lua.

A Artemis II deverá ser lançada na próxima sexta-feira, dia 6 de Fevereiro. Para quem desde há tantas dezenas de anos espera que que a Humanidade visite de novo a Lua, é algo de especial numa manifestação de Esperança no futuro de uma Humanidade que nos últimos tempos parece sem Norte, nem boas notícias. Que o Comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas da missão Christina Koch e Jeremy Hansen façam uma boa viagem até à Lua e regressem em segurança são os meus votos.

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