domingo, 23 de agosto de 2020

HIDROGÉNIO

Citando o Prof.  Clemente Pedro Nunes do Instituto Superior Técnico, que se dedica a estas coisas há anos, ontem no Expresso:
 

«Estamos, sim, perante o retomar do circo mediático iniciado em 2005 pelo Governo Sócrates para promover as potências elétricas intermitentes, solares e eólicas, à custa dos consumidores.

Para atrair investidores para essas tecnologias, na altura imaturas, foram-lhes oferecidas FIT (Feed in Tariffs), que dão a quem delas beneficia generosas tarifas garantidas, em simultâneo com uma reserva absoluta de mercado durante 15 anos.

É assim que ainda hoje as famílias e as PME estão a pagar 380 euros/MWh pela eletricidade solar dos parques concedidos pelo Governo Sócrates em 2010, quando o preço atual de mercado está abaixo de 40 euros/MWh!

O que conduz a um sobrecusto de 600 milhões de euros por ano. E se juntarmos as FIT concedidas maciçamente às eólicas, os sobrecustos atingem os 2000 milhões de euros por ano. Uma bagatela para uma economia muito enfraquecida como a portuguesa.

E foram também as FIT concedidas às potências intermitentes que expulsam a atual central de Sines do mercado e forçaram a proprietária EDP a solicitar o respetivo encerramento, deitando assim ao lixo a mais eficiente central a carvão da Península Ibérica.

E para a substituir aparece agora um projeto megalómano de fazer uma monumental unidade de eletrólise para consumir eletricidade e água do mar, que para o efeito terá de ser dessalinizada para produzir hidrogénio, que, por sua vez, se vai queimar para depois se voltar a produzir eletricidade ...

Ou seja, desperdiçar milhares de milhões de euros de um país terrivelmente endividado num projeto completamente desnecessário e ineficiente do ponto de vista energético. E, de caminho, dar mais FIT aos novos promotores de mais 2000 MW de potências intermitentes, destruindo qualquer veleidade de se voltar a ter um mercado elétrico nos próximos 15 anos.

O país não pode derreter mais dinheiro em mais tecnologias imaturas, que apenas têm contribuído para enriquecer os respetivos promotores e arruinar a economia portuguesa desde 2005.

Por expor estas ideias no âmbito da discussão pública promovida pelo próprio Governo, fui já publicamente insultado pelo secretário de Estado João Galamba. Será uma nova ferramenta de pressão mediática que, todavia, não me intimida ... »

E estamos nisto com os socráticos também deste Governo.

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Emmylou Harris - The Boxer

Chefe de Gabinete do Primeiro-Ministro

 João Miguel Tavares escreveu isto ontem no Público. Cumprimento a capacidade informativa mas, acima de tudo, a coragem da denúncia.

País de brutos, mesmo.

 

 

 

Saúde em Reguengos

 Os responsáveis pela «saúde» em Reguengos de Monsaraz: 

 Filomena Araújo delegada regional de Saúde do Alentejo

 Augusto Santana de Brito, Delegado de saúde em Reguengos

 José Robalo, Presidente da Administração Regional de Saúde

Acima deles estão a ministra da Saúde e o primeiro-Ministro. 

Já os responsáveis pelo lar onde morreram, por negligência evidente, 18 velhos à sua guarda, são o presidente da Câmara da terra e mais 5 ou seis administradores.

Por acaso, é tudo gente do PS. O Alentejo, que há muitos anos pertencia aos latifundiários e depois ao Partido Comunista, parece ter mudado de mãos, mas não de condição. 

Brutos. 

 

 



Marylin Monroe por Alfred Eisenstaedt

 

RODRIGO DA FONSECA

 Tempos houve em que portugueses verticais  recusaram títulos: Rodrigo da Fonseca que pertenceu ao Batalhão Académico durante as Invasões Francesas, é um exemplo.

Diz-se que perto do fim da vida afirmou:

«Nascer entre brutos, viver entre brutos e morrer entre brutos, é triste»



quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Dalida - Gigi L'amoroso " 1974 "

PRIORIDADES

 É muito estranho que por causa da morte de uns cães (lamentável, claro) se demita um Director-geral e com a morte vergonhosa de 18 pessoas num lar não se demita ninguém. Nem haja manifs escandalizadas. Deve ser por causa do progresso civilizacional da eutanásia e da proibição de abate de animais.

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

 Homenagem ao analógico: F2 em perfeito uso.