O deus grego Apolo era filho de Zeus, o deus mais poderoso de todo o panteão grego. Depois de Zeus, Apolo era o deus mais venerado, sendo a divindade do sol, da juventude, da música e da poesia, entre outros.
Apollo foi o nome dado, nos anos 60, ao programa da NASA que cumpriria o desejo formulado por John F. Kennedy de levar um americano a por o pé na Lua e trazê-lo de volta em segurança antes que aquela década terminasse. Kennedy já não o veria, mas foi realmente em 21 de Julho de 1969 que o comandante da Apollo XI desceu do módulo lunar Eagle para pisar o solo lunar. Lembro-me como se tivesse sido ontem, embora já tenham passado 57 anos sobre esse acontecimento extraordinário. Era um adolescente, mas fiquei acordado a ver a televisão até que a transmissão directa da Lua, quase às três da manhã, surgiu e fui chamar a família para assistir também. O programa Apollo não se fez sem dor, nem sacrifício. Em 1967, num treino em terra, morreram três astronautas num incêndio na nave Apollo I. A Apollo XIII lançada em Abril de 1970 e que deveria ser a terceira a pousar na Lua sofreu uma avaria grave e todo o mundo seguiu em directo a viagem até à Lua e regresso em segurança no limite, após usar a gravidade lunar como catapulta para a Terra. O programa Apollo levou 12 astronautas a pisar a Lua em seis alunagens bem sucedidas. A última foi a Apollo XVII em 1972, pelo que o Homem já não visita o nosso satélite natural há 54 anos.
Apollo tinha uma irmã gémea, Ártemis, a deusa da Lua, da caça e dos animais selvagens. Faz assim todo o sentido que, neste século XXI, a NASA tenha adoptado o seu nome para um novo programa para levar de novo o homem à Lua. O programa Artemis tem três fases. A primeira, denominada Artemis I, consistiu no envio à Lua, em Novembro de 2022, da nave não tripulada Orion e regresso em segurança à Terra. Esta operação testou o funcionamento de todo o equipamento desenvolvido pela NASA para levar de novo o homem à Lua e trazê-lo em segurança. Na segunda fase, a Artemis II levará uma tripulação de quatro pessoas até à Lua, passando por trás do planeta e regressando à Terra. Sendo tripulada, proporcionará um teste definitivo às condições necessárias para a vida humana numa viagem fora da órbita terrestre. Já a Artemis III completará o programa. Levará a tripulação à Lua, descendo no satélite pela primeira vez desde 1972. Mas esta viagem será completamente diferente do programa Apollo. Deverá proporcionar as condições para que o Homem possa viver na Lua de forma sustentada durante períodos prolongados, preparando as condições para uma presença humana permanente na Lua.
A Artemis II deverá ser lançada na próxima sexta-feira, dia 6 de Fevereiro. Para quem desde há tantas dezenas de anos espera que que a Humanidade visite de novo a Lua, é algo de especial numa manifestação de Esperança no futuro de uma Humanidade que nos últimos tempos parece sem Norte, nem boas notícias. Que o Comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas da missão Christina Koch e Jeremy Hansen façam uma boa viagem até à Lua e regressem em segurança são os meus votos.
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