
Luz Casal na praia ao fim da tarde, em pleno Inverno, com Sol.
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Terá finalmente chegado ao fim o longo período de turbulência que caracterizou a vida do maior banco privado português durante quase todo o último ano.
Durante este período assistiu-se a quase tudo aquilo que seria impensável que pudesse acontecer numa grande instituição bancária.
Desde logo, as lutas intestinas entre órgãos de gestão do banco que reflectiram divisões profundas sobre a governação do BCP que se esperaria fossem mantidas no interior da instituição e que acabaram por ser travadas na praça pública.
Depois, o conhecimento público de decisões de gestão que no mínimo se podem considerar altamente controversas.
As ingerências políticas no processo foram também públicas e notórias, o que não augura nada de bom para a cada vez mais necessária libertação da economia relativamente ao Estado.
A actuação das entidades reguladoras ao longo de todo o processo terá também deixado muito a desejar, alimentando fundadas dúvidas sobre a sua real e efectiva independência.
Muito grave, e pouco esclarecida, foi ainda a ideia que perpassou ao longo de todo este processo sobre a cedência a interesses de Angola, designadamente através da Sonangol. Curiosamente no último número da revista TIME, aparece uma análise sobre a corrupção em vários países africanos. Os dados sobre Angola mostram ser este um dos piores países africanos quanto a esse aspecto, com uma taxa de controlo de corrupção de 8,7% e uma taxa de legalidade de 7,1%. Pior é quase impossível, sendo certo que o petróleo de Angola contagia praticamente todos os negócios adjacentes.
No meio de tudo isto, ressalta a atitude corajosa e independente de Miguel Cadilhe. No que à primeira vista pode parecer uma atitude quixotesca, mostrou ao país que na sociedade civil existem ainda reservas de resistência à progressiva influência estatal na economia e até na vida diária das pessoas. No momento em que se apresentou já não era possível cortar a complexa teia de interesses montada, mas poderá ter sido uma semente que germinará mais cedo ou mais tarde.
Publicado no DC em 21 Janeiro 2008Evangelho segundo S. Marcos 2,13-17.
Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Ele ensinava-os. Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» E, levantando-se, ele seguiu Jesus. Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam. Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: «Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?» Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»