
Pelos vistos este foi o pior Verão de que há memória no ALGARVE, em termos turísticos.
E no ALLGARVE, terá sido bom?
Perante este fracasso total de uma das campanhas de marketing mais caras de que há memória, ninguém pede contas?
jpaulocraveiro@ gmail.com "Por decisão do autor, o presente blogue não segue o novo Acordo Ortográfico"

De repente, a desconhecida Sarah Palin sofreu uma barragem de acusações:
Revelação da gravidez da filha da candidata.
Notícia de uma investigação em curso por suspeitas de abuso de poder.
Sarah foi membro do Partido para a Independência do Alasca.
Também foi notícia a prisão do seu marido há 22 anos por condução sob o efeito de álcool.
É amante de caça (no Alasca).
É antiga jogadora de hóquei.
Foi vencedora de concursos de beleza.
É uma governadora desconhecida com o rótulo de lutadora contra a corrupção.
Não abortou o filho com Down.
Tem demasiados filhos para exercer a vice-presidência.
Ana Gomes chamou-lhe lasca.
De facto, em dois dias já é muito só para uma mulher: QUE GRANDE MULHER.

Acumulam-se as vozes dos que acham que é necessário rever as novas leis penais em vigor desde o ano passado. Recorda-se que essas leis surgiram na sequência de um acordo entre os maiores partidos, pelo que recolheram uma ampla maioria parlamentar.
É certo que era necessário rever o sistema de prisão preventiva, já que Portugal era o país europeu com maior percentagem de presos preventivos.
É certo que os novos prazos processuais obrigam a uma maior celeridade de quem investiga.
É certo que as garantias obrigam as forças policiais a um maior conhecimento da lei e a alterar muitos procedimentos.
O caminho não é dar meia volta como muitos querem.
Depois de escolher um novo quadro penal completamente diferente do anterior, não vale atirar as culpas do sentimento geral de insegurança para as novas leis.
O que se exige é fazer cumprir as leis que aliás foram adoptadas de livre vontade e dotar as polícias dos meios necessários para as fazer cumprir, além de igualmente proporcionar às autoridades judiciais a efectiva capacidade de executar o que está definido.
O que está em causa é tão-somente isto.
Curiosamente, o responsável máximo pela elaboração do novo quadro penal é hoje ministro da Administração Interna, cabendo-lhe a ele concretizar o que idealizou. Por esta razão não tem desculpas para falhar, sendo sua obrigação saber muito bem que o novo quadro penal não se coaduna com a anterior organização policial e judicial. Se não havia meios para implementar as novas leis não se avançava. Agora não há recuo: a prova estará no próximo Orçamento Geral de Estado que deverá prever verbas para toda esta reorganização, sob pena de o país se poder tornar na Chicago dos anos 30 em pleno século XXI.
As medidas especiais avançadas pelo procurador-geral da República não podem ser pontuais. Deverão antes ser vistas como o início de toda a reorganização do Estado para segurança de pessoas e bens, a qual aliás já deveria estar em andamento.