O ministro das Finanças explicou hoje que se viu obrigado a nacionalizar o BPN.
Parece que o plano de recuperação proposto pelo Dr. Miguel Cadilhe não lhe deixou outra alternativa, porque o Estado teria que lá colocar uns 600 M€ (ah, e não mandaria no Banco, mero pormenor).
Cançoneta para embalar meninos.
No fim de tudo iremos chegar à conclusão que o Estado terá lá metido muito mais do que aquela verba, sem recuperação que se veja. Mas, claro, o Dr. Cadilhe provavelmente também não percebe nada daquilo...
jpaulocraveiro@ gmail.com "Por decisão do autor, o presente blogue não segue o novo Acordo Ortográfico"
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Consoadas politicamente correctas
Parece que este ano o politicamente correcto ataca nas consoadas e nas respectivas ementas. E se nos deixassem em paz ao menos um dia por ano, até porque se há algo incorrecto é o Natal, que vai contra todas as lógicas racionalista e ilumimistas?
Pés da moda 2
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
CARTEL
Todos os dias ouvimos falar na luta contra a cartelização, designadamente pela Autoridade da Concorrência que aliás aplica entre nós muitas regras vindas da UE.
A própria UE tem promovido grandes processos contra a cartelização, mesmo a nível mundial, como no caso da Microsoft.
Não se compreende bem como é que o cartel do petróleo é pacificamente aceite em todo o mundo, havendo mesmo negociações de institutos internacionais com esse cartel, em vez de numa situação de crise económica global a situação ser colocada em causa.
Claro que os petrodólares são importantes, mas essa é outra questão,
A própria UE tem promovido grandes processos contra a cartelização, mesmo a nível mundial, como no caso da Microsoft.
Não se compreende bem como é que o cartel do petróleo é pacificamente aceite em todo o mundo, havendo mesmo negociações de institutos internacionais com esse cartel, em vez de numa situação de crise económica global a situação ser colocada em causa.
Claro que os petrodólares são importantes, mas essa é outra questão,
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
MAGNIFICAT
O Evangelho do dia de hoje é o Magificat, um belíssimo poema do Novo Testamento:
(Lc 1, 46-56)
Naquele tempo, Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.
Para o Magificat, Bach escreveu esta peça magnífica:
(Lc 1, 46-56)
Naquele tempo, Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.
Para o Magificat, Bach escreveu esta peça magnífica:
O imposto escondido

É sabido que os inimigos da Democracia usam muitas vezes o tema da corrupção para denegrir e atacar essa mesma democracia.
De facto, nas democracias liberais as sociedades são, por princípio, livres e abertas. Existem assim condições para que os esquemas de suborno e tráfego de interesses e influências sejam praticados com mais à vontade do que em sistemas ditatoriais em que as polícias tudo controlam e vigiam, enquanto normalmente fecham os olhos aos amigos do poder.
Mas é precisamente por as democracias terem como princípio básico a igualdade de oportunidades que devem combater a corrupção que desvirtua essa igualdade. Desvirtua, porque altera decisões gerando vantagens ilegítimas. E além de imoral, a corrupção é um imposto escondido suportado pelos cidadãos honestos, já que o valor da corrupção se reflecte em acréscimos de custos no acesso a bens e serviços.
Um determinado nível de corrupção existirá sempre, porque as pessoas não são perfeitas.
Mas as sociedades livres não podem permitir o grau de laxismo por parte do Estado que deixa que a corrupção atinja níveis insustentáveis para a sua própria continuidade.
Claro que a corrupção será tão mais eficazmente combatida, quanto maior for a exigência ética da sociedade e quanto melhor e mais justo for o clima económico. A degradação de qualquer um destes factores propicia o aumento da corrupção. Em alturas de dificuldade económica, é ainda mais premente aplicar a outra alternativa contra a corrupção, ou seja, aplicar a solução política e judicial última: as pessoas têm que perceber que, além de ilegítima, a corrupção dá cadeia, seja em que nível for. Como em tudo na vida, não adianta pregar bons princípios: o fundamental é dar bons exemplos e os exemplos têm que vir de cima.
Entre nós, infelizmente, a situação tem vindo a piorar. Há pouco mais de uma semana foi publicado o relatório anual da “Transparency International”, ou Índice de Percepções da Corrupção. Portugal aparece nesse índice no lugar nº 32, quando em 2007 ocupava o nº 28 e em 2006 o nº 26.
Não é nada que nos deva surpreender. Na realidade, todos nós nos apercebemos de que algo está errado na nossa organização política e social que permite a ocorrência de casos verdadeiramente escandalosos que são cada vez mais vistos como comuns.
Além de um imposto escondido, a corrupção é um veneno que de forma insidiosa vai minando os alicerces da nossa sociedade.
Publicado no Diário de Coimbra em 22 de Dezembro de 2008
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