Quando houver um acidente grave na Linha do Norte, quem é que vão acusar?
Da revista Sábado:
"A CP – Comboios de Portugal está a colapsar. Com falta de
carruagens para circular e de pessoal para fazer as manutenções e
reparações de comboios, a empresa poderá ver-se obrigada a reconfigurar o
serviço que disponibiliza aos clientes. Segundo noticia o Público esta quarta-feira, a partir de Agosto haverá menos oferta para os passageiros.
Para
responder às dificuldades que enfrenta, a CP tem duas soluções:
suprimir comboios e colocar autocarros a realizar os trajectos afectados
ou disponibilizar carruagens inferiores que garantam o transporte dos
passageiros."
http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/cp-esta-a-ficar-sem-comboios-e-trabalhadores-para-manutencao
jpaulocraveiro@ gmail.com "Por decisão do autor, o presente blogue não segue o novo Acordo Ortográfico"
quarta-feira, 11 de julho de 2018
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Rui de Alarcão, Magnífico Cidadão.
Não há muitas pessoas que
consigam aliar uma grande notoriedade académica, social ou política a um
exercício de cidadania simples e despojado, bem como um convívio agradável e
descomplexado com os seus concidadãos.
É este o caso do Prof.
Doutor Rui de Alarcão, pessoa acerca de quem nunca ouvi uma única palavra de
falta de apreço, qualquer que seja o quadrante ideológico ou posição social ou
económica de quem exprima a sua opinião. E não é, certamente, por acaso que tal
sucede.
Na sua vida profissional de
docente e investigador de Direito, atingiu por mérito próprio a categoria mais
elevada em termos académicos, tendo-se doutorado na Faculdade de Direito da
Universidade de Coimbra da qual se tornou Professor Catedrático em 1978, tendo ainda
sido Presidente do respectivo Conselho Directivo. Mas a Carreira Académica, já
de si brilhante, não era suficiente para o Doutor Rui de Alarcão, que se
afirmou ainda, quer na Universidade de que era Professor, quer nas mais
diversas áreas sociais, políticas e intelectuais de Coimbra e do País, com uma
intervenção notável em todas elas.
O Doutor Rui de Alarcão foi
Reitor da Universidade de Coimbra durante dezasseis anos sucessivos, entre 1982
e 1998, atravessando períodos conturbados da vida social e política do país,
fazendo a ponte entre períodos muito diferentes da gestão das universidades. A
serenidade e visão da sua actuação como Reitor nesses tempos difíceis levaram a
que obtivesse o apoio das diversas comunidades da Universidade, factor decisivo
para o sucesso das reformas que levou a cabo.
Rui de
Alarcão emprestou o seu saber e a sua disponibilidade para obter consensos e soluções
para as mais diversas questões de importância nacional. Foi assim que, entre
muitas outras funções, foi Membro do Conselho de Estado, Membro da Comissão
Constitucional, Membro do Conselho Nacional do Ensino Superior ou Membro do
Conselho Nacional de Educação. Foi ainda Chanceler das Ordens Honoríficas. Ele
próprio foi agraciado com as mais importantes Ordens portuguesas: Grã-Cruz da
Ordem Militar de Cristo. Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada. Grã-Cruz da
Ordem do Infante D. Henrique. Recebeu ainda altas distinções em países tão
variados como a Alemanha, a Bélgica, a Itália ou o Brasil. A Cidade de Coimbra
outorgou-lhe também a sua Medalha de Ouro, reconhecendo-lhe a sua
excepcionalidade. Para o Doutor Rui de Alarcão, no entanto, a distinção a que
dá mais relevo é a Medalha de Ouro da Associação Académica de Coimbra, pelo que
significa de apreço dos estudantes da Universidade pelo seu reitorado.
Tudo
isto é público e notório, como se costuma dizer e referenciá-lo numa crónica de
jornal não acrescenta nada a essa realidade. O que me traz hoje a escrever
sobre o Doutor Rui de Alarcão é algo diverso e tem a ver com a sua relação com
os seus concidadãos, na vida comum.
Ouvir o
Doutor Rui de Alarcão falar em público, seja discorrendo sobre assuntos ligados
ao exercício de cidadania, ou simplesmente apresentando outros oradores é um
prazer raro. A sua observação da realidade não se faz sem um exercício de uma
ironia fina cheia de sensibilidade, nunca sobre pessoas, mas sim sobre as circunstâncias
e as ideias, recolocando as perspectivas com cuidado e exigência, em absoluto
respeito pelos valores fundamentais e ética. O seu discurso é claro e conciso,
dispensando aquela retórica excessiva ou mesmo gongorismos que tantas vezes
escondem aquilo que é fundamental. Quando remete para os clássicos fá-lo sem
pretensiosismo, antes com grande subtileza, respeitando os diversos níveis de
percepção dos auditórios, sem qualquer agressão intelectual ou a mais leve
manifestação de arrogância.
Conversar
com o Doutor Rui de Alarcão, sendo um evidente privilégio, é igualmente uma
experiência rara, dada a sua capacidade de ouvir o interlocutor e de analisar
qualquer assunto com grande simpatia partilhando os seus conhecimentos e
opiniões com a maior simplicidade.
O
Doutor Rui de Alarcão foi um Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra mas é,
acima de tudo, um Magnífico Cidadão a quem, para além da comunidade
universitária, todos nós, os seus concidadãos, devemos mostrar gratidão pelo
exemplo que tem sido toda a sua vida.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
A nossa realidade face aos mitos que nos impingem
Artigo de Nuno Garoupa, hoje no Público. É só ler os números. As conclusões ficam com quem as quiser tirar.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
terça-feira, 3 de julho de 2018
Madonna
Pois é, percebe-se bem porque é que ela gosta de viver em Lisboa. Hoje, podemos ter melhor aspecto geral e vestir melhor do que há 50 ou 60 anos. Mas a nossa subserviência ao "de fora" e famoso continua bem visível. Raios partam isto.
Via CTT
Esta história da caixa de correio electrónico ViaCTT obrigatória (para alguns) cidadãos é uma monumental aldrabice. Só podia mesmo ter sido inventada num Governo de Sócrates. Pela minha parte, fui lá e escolhi a opção de reencaminhamento automático para a conta de e.mail que utilizo. Isto é, só serve para reencaminhamento. Desnecessário, porque a própria AT usa o meu mail para me mandar mensagens como, por exemplo, as que se referem ao e.factura. Será que o Simplex não podia simplificar e acabar com esta trapalhada? Claro que qualquer cidadão, sabendo do que a casa gasta, desconfia que por trás disto deve haver uma negociata qualquer.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Brexit com data marcada
No dia 23 de Junho de 2016
os cidadãos do Reino Unido decidiram maioritariamente, em referendo, a saída do
seu país da União Europeia. O referendo tinha sido considerado por muitos
extemporâneo e desnecessário, considerando-se, genericamente, que o seu
resultado seria claramente favorável à permanência na União, à semelhança do
realizado em 1975 que ditou a permanência na então CEE – Comunidade Económica
Europeia. Contudo, o primeiro-ministro conservador David Cameron prometeu, na
campanha eleitoral em que foi eleito em 2013, sem qualquer necessidade real de
o fazer, agendar um referendo sobre a permanência ou saída da EU até 2017. O
resultado do referendo criou uma crise política no Reino Unido que varreu
Cameron do poder, além de criar um enorme problema à própria União Europeia. A
sucessora de Cameron à frente do governo britânico, Theresa May, acionou o Art.
50 do Tratado da União Europeia a 29 de Março de 2017, o que significa que o
prazo de dois anos para a saída da União Europeia terminaria em 30 de Março de
2019, a não ser que o Conselho Europeu, com o acordo do Reino Unido, decidisse
por unanimidade prorrogar esse prazo.
Contudo, as acaloradas
discussões sobre o Brexit que se têm verificado no seio do Reino Unido, bem
como a noção estabelecida na opinião pública de que as negociações se têm
arrastado sem progressos significativos, levaram a questão ao Parlamento
britânico onde, finalmente, se tomou uma decisão definitiva. Foi assim que a
promulgação pela Rainha em 26 de Junho de 2018 da chamada “lei de saída do
Reino Unido da União Europeia” tornou o Brexit irreversível. De acordo com o
texto aprovado na semana passada, após intensos debates na Câmara dos Comuns e
na Câmara dos Lordes, que revogou a lei de adesão do Reino Unido à Comunidade
Europeia em 1973, ficou estabelecido que a saída do Reino Unido da União
Europeia se verificará mesmo às 23 horas do dia 29 de Março de 2019. A lei
aprovada prevê a transferência das normas europeias para o direito britânico, o
que de alguma forma facilita as relações futuras entre o Reino Unido e a União
Europeia e estabelece um procedimento mútuo mínimo, no caso de falharem as
negociações de acordo para a saída, nos termos do Art. 50.
E, na realidade, as
negociações têm sido tudo menos um caminho de sucesso, com todos os
ingredientes para terem um mau fim, seja por um acordo desastroso para o Reino
Unido, seja pela pura e simples inexistência de acordo. Tendo sido o próprio
país que quer sair a estabelecer uma data fixa para que isso suceda, coloca de
parte a hipótese de vir a pedir uma prorrogação do prazo o que, em termos
negociais, significa o tudo ou nada, estando ainda por cima do outro lado da
mesa um conjunto de países que têm que entre eles acordar por unanimidade os
termos finais de qualquer acordo. A falta de acordo, em negociações que duram
há quase dois anos, sugere mesmo que os britânicos nunca perceberam o
funcionamento da União Europeia e a complexidade dos seus processos de decisão.
Percebe-se que o Reino
Unido está claramente desunido relativamente ao Brexit, com a classe política a
corporizar discussões difíceis de compreender. Na semana passada, um dos
defensores governamentais do Brexit, precisamente o ministro dos estrangeiros
Boris Johnson, desdenhou das questões económicas nas negociações do Brexit, de
uma forma inaceitável seja para quem for. Isto num momento em que as
preocupações com as possíveis consequências desastrosas do Brexit para a
economia britânica começam a ser evidentes e sindicatos e patrões se exprimem
publicamente contra a forma como o governo está a negociar. É penoso ver uma
nação com um lastro histórico tão impressionante sentar-se à mesa das
negociações dividida e fazendo espalhafato e voz grossa, mas sem apresentar o
trabalho de casa feito, perante um negociador burocrático mas competente e
consciente de que tem a faca e o queijo na mão.
O cenário montado é tão
complexo que o próprio presidente da Comissão Europeia declarou no início do
Conselho Europeu da semana passada que a União Europeia considera muito
seriamente a hipótese de se chegar a Março do próximo ano sem acordo. Tal
situação seria má para os britânicos, mas igualmente má para o futuro da União
Europeia que passa por momentos penosos de grande dificuldade em obter
consensos em matérias cruciais.
quinta-feira, 28 de junho de 2018
A realidade portuguesa. Porquê?
"A economia portuguesa teve o quarto pior crescimento por habitante em
idade de trabalhar entre 1998 e 2017. Pior só Itália, Chipre e Grécia. E
este indicador até já corrige as diferenças de nível de preços entre
países com base na chamada paridade dos poderes de compra."
http://expresso.sapo.pt/economia/2018-06-27-Portugal-teve-4.-pior-crescimento-do-PIB-por-habitante-da-UE-desde-1998#gs.RU7qD70
http://expresso.sapo.pt/economia/2018-06-27-Portugal-teve-4.-pior-crescimento-do-PIB-por-habitante-da-UE-desde-1998#gs.RU7qD70
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