segunda-feira, 2 de março de 2009

CARIDADE

Do Evangelho de hoje (Mateus, 25):

‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’. E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’.

CIDADES DE SUCESSO




Já por várias vezes abordei nestas linhas quais os caminhos que hoje em dia levam as cidades ao sucesso competitivo. São, naturalmente, muito diferentes dos de há vinte ou trinta anos.
Se antes se prestava atenção ao número de rotundas ou mesmo de pavilhões desportivos cobertos, o que hoje verdadeiramente interessa para definir a liderança entre as cidades é a capacidade de inovação e de empreendedorismo.
Isto é, estamos num tempo em que o fundamental é o “software”, e não o “hardware”, o que não nos deverá surpreender dado o conhecido sucesso do “Silicon Valley”.
O estabelecimento de parcerias entre quem gere os destinos das cidades e quem detém o conhecimento é a base da construção das condições para um futuro mais próspero e competitivo das comunidades.
É indiscutível que Coimbra tem vindo a marcar pontos de uma forma insofismável nesta área. E não se pense que os sucessos aparecem aqui por acaso. São fruto de um trabalho continuado e de colaborações em rede como sucede entre a Autarquia e a Universidade em várias áreas.
Nos últimos tempos, não passa praticamente um mês sem que haja notícias de prémios ou de sucessos reconhecidos a nível internacional, seja na área da saúde, seja na da robótica, seja na da informática, seja na da química. E não se pense que estas são coisas menores ou pontuais; muito pelo contrário, marcam descobertas e desenvolvimento de soluções com aplicação futura generalizada.
É assim com alguma naturalidade que nos últimos anos Coimbra viu nascer e desenvolverem-se empresas de base tecnológica de topo, que se afirmam em todo o mundo em áreas de grande competitividade. Como exemplo, olhe-se para a Critical Software, a ISA (Intelligent Sensing Anywhere), a CrioEstaminal ,a Bluepharma e a Active Space Tecnologies, entre outras. São empresas que, de forma notável, contribuem para fixar em Coimbra centenas de quadros técnicos especializados, que até há poucos anos tinham obrigatoriamente que sair de Coimbra para trabalhar.
Recentemente foi anunciado que a incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes em Coimbra foi classificada como a segunda melhor do mundo entre as incubadoras de base científica.
Boa parte das empresas acima referidas tiveram o seu início na incubadora do IPN, que assim marca de forma indelével o futuro económico de Coimbra.
Em tempos de depressão colectiva generalizada, os bons exemplos são ainda mais de relevar, não se devendo deixar passar sem um reconhecimento de todos os cidadãos interessados no bem colectivo.
A directora do IPN Teresa Mendes, bem como o director da incubadora, Paulo Santos, devem ser felicitados, não apenas por este prémio agora recebido, mas pela capacidade de trabalho e empenho colocados durante anos no apoio à criação e desenvolvimento de projectos empresariais tão importantes para a nossa região e para o país.

Publicado no Diário de Coimbra em 2 de Março de 2009

domingo, 1 de março de 2009

VENENO PURO

Faço figas para que o Prof. Marcelo não morda a língua hoje, que corre o sério risco de cair para o lado.
As suas propostas ao PSD para líder da candidatura ao parlamento europeu foram, por esta ordem:
Marques Mendes
Pacheco Pereira
Passos Coelho
Às vezes abusa na dose, mas sempre com piada.

Capitalismo pouco selvagem

Então é assim, segundo o Prof. Marcelo:
A CGD, enquanto era administrada por Santos Ferreira e Armando Vara, entre outros, subsidiou a Teixeira Duarte, Joe Berardo e Manuel Fino para comprarem participações relevantes no BCP e correrem com quem lá estava.
A seguir, aqueles grandes accionistas colocam aqueles ex-administradores da CGD à frente do BCP.
A seguir, os accionistas do BCP, ao verem as suas participações a ir para a sarjeta, vão à CGD e vendem esse "lixo tóxico " à própria CGD com lucros de dezenas de milhões de euros.
Com capitalistas destes não admira que o Anacleto Louçã do Bloco de Esquerda arranje cada vez mais seguidores.

VITAL

Vital Moreira é uma excelente escolha de Sócrates. Por diversas razões.
É um europeísta convicto,o que dá sempre jeito para um eurodeputado.
Conhece bem as estruturas da União.
Tem grande formação jurídica.
É muito bom na arte da retórica.
Pode contribuir positivamente para uma melhoria da União.
Como os eurodeputados, quando estão no Parlamento Europeu, têm a possibilidade (e dever) de defender mais os interesses do seu país do que os partidários, é bom para todos nós termos lá representantes qualificados.
Em termos exclusivamente politico-partidários nacionais, puxa o PS para a esquerda o que dá jeito a M. Ferreira Leite.
Tem ainda a vantagem de obrigar o PSD a acompanhar o PS a nível da qualidade das suas escolhas, já que eleva a fasquia.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Aprender sempre

Do Evangelho do dia (S. Lucas 5,30-32):

«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os que estão doentes. Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores.»

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A TRUTA

Que grandes trutas que eles eram (incluindo a saudosa Jacqueline Du Pré).
Aqui fica o que se chama uma bela schubertiada:


Peço desculpa

Pedindo desculpa pelo desvio de mau gosto anterior, aqui fica o Izhak Perlman juntamente com o amigo Daniel com algo de construtivo e que prova que a humanidade vale a pena, que é a arte sublime de Mendelssohn:

Respeitosamente

Hoje apeteceu-me ouvir isto, que fica bem de como musica de fundo ao ouvir a proposta "Robin dos Bosques" e que também não vai mal com umas questõezinhas fracturantes.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

DE ESPANHA NEM...(2)

Pelos vistos, não é só por cá que a Justiça anda pelas ruas da amargura. A justiça espanhola também não anda lá essas coisas.
No mesmo dia, a imprensa deu nota dos seguintes casos:
No 1º, um assassino foi absolvido depois de ter morto duas pessoas em Vigo, porque conseguiu convencer os jurados de que os actos que praticou (desferiu um total de 57 facadas nas duas vítimas, 35 num deles e 22 no outro) se deveram a ser assim mesmo, do que não tem culpa, por ser da sua própria natureza.
Já no 2º caso um outro tribunal condenou um mendigo francês a um ano de prisão por ter roubado, com recurso à violência, metade de um pão.
E eu a julgar que estávamos mal.